Chega de
lenga-lenga!
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai passar o próximo fim de semana em Presidente Prudente. Na sexta-feira e no sábado, ele se deslocará com secretários para a capital do oeste paulista com o objetivo de instalar uma espécie de "governo itinerante". As carências e dificuldades enfrentadas pela nossa região não deveriam ser novidade para Alckmin. Desde 1995, ele ocupa de alguma forma uma posição de destaque no Palácio dos Bandeirantes. Quando não foi ele próprio o chefe do Poder Executivo estadual, o tucano ocupou os cargos de vice-governador de Mário Covas e de secretário de José Serra. Todos "companheiros" tucanos. Se for para se dirigir à nossa região com o lenga-lenga de sempre que caracteriza as gestões do PSDB à frente do governo do Estado, é melhor então que Alckmin nem gaste dinheiro público do povo paulista com a viagem. A presença do governador, nesta condição, será meramente figurativa e totalmente dispensável. O que nós e todo o povo do oeste paulista exigimos do chefe do governo estadual são medidas práticas para resolver os problemas que a nossa região enfrenta. Uma das ações mais urgentes é a necessidade de melhorias na malha viária. Nossa região é formada não apenas por um, mas por vários "corredores da morte" – entre os quais podemos citar, sem pestanejar, as rodovias Assis Chateaubriand (SP-425), Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), Homero Severo Lins (SP-284), José Jacinto de Medeiros (SP-483), Júlio Budiski (SP-501), Arlindo Bétio (SP-613) e General Euclides Figueiredo (SP-563). São todas estradas (mal) administradas pelo governo do Estado. Sem perder tempo, Geraldo Alckmin precisa colocar em prática um projeto para recuperação e modernização destas rodovias, com o objetivo de garantir o conforto e a segurança da população usuária. Não podemos admitir que o governador venha à nossa região para jogar conversa fora, enquanto as pessoas morrem em acidentes ocorridos em rodovias porcamente geridas pelo Estado. Em todas estas rodovias que citamos são necessárias, com extrema urgência, obras de duplicação, faixas adicionais, acostamentos pavimentados, sinalização adequada, reparação de buracos, viadutos e trevos seguros. São investimentos de grande monta, mas nada que o Estado mais desenvolvido da Nação não consiga providenciar, haja visto o volume aviltante de dinheiro arrecadado do povo paulista em impostos que ninguém aguenta mais pagar. Alckmin já entrou para a história do oeste paulista por ter contribuído decisivamente para implantar na nossa região a maior concentração de presídios da face da Terra. Resta saber se agora, com obras de infraestrutura que nos permitam contar com estradas mais seguras, ele pretende pelo menos compensar parte dos enormes prejuízos que nos causou.