terça-feira, 27 de setembro de 2011

Piada de tucanos que comprovam que estão mais para Urubus


Depois que a vaca foi para o brejo, e já em estado de putrefação vem o Tucano querendo resolver o problema, certamente que vai, mas sabemos mesmo que será agora somente fazer a limpeza e combater o mau cheiro, porque o prejuízo será incorrigível.  
                                Uma luz no fim do túnel

Pela primeira vez na história, um governador do Estado de São Paulo admitiu mudar a forma de cobrar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) de empresas e indústrias instaladas no oeste paulista. Ao longo dos últimos anos, foram inúmeros pedidos, solicitações, reuniões, reivindicações, movimentos e protestos promovidos e organizados por entidades de classe, prefeitos, vereadores, deputados, ONGs e associações de municípios que não surtiram efeito. A voz do oeste paulista nunca foi ouvida no Palácio dos Bandeirantes. Os gestores (leia-se governador, secretários e Assembleia Legislativa) do Estado mais poderoso do Brasil jamais sinalizaram com a possibilidade de se modificar a maneira de tributar empresas e indústrias da região de Presidente Prudente, com objetivo de "proteger" essa parte do Estado dos convidativos e generosos impostos provenientes do Paraná e Mato Grosso do Sul. Agora, o governador Geraldo Alckmin (PSBD), que sempre foi cobrado a tomar medidas neste sentido, diz, em reunião para discutir o fechamento de um frigorífico em Presidente Epitácio desativado por causa da guerra fiscal, que pode sim modificar os índices de cobrança do ICMS no oeste paulista. A mudança atingiria, inicialmente, o setor da carne, mas já é um primeiro passo e um avanço significativo na reivindicação mais antiga e importante para a região de Prudente. E isso, no futuro, poderia estender-se para outros segmentos de produção. Não há outra região de São Paulo que sofra tanto com a evasão de empresas e indústrias para outros estados em decorrência de benefícios fiscais. Então, nada mais justo, que o governo paulista criar uma espécie de "cinturão regional" para proteger SP das "investidas" do sul do MS e norte do PR, que atraem cada vez mais negócios oferecendo tributos mais baratos. Seria uma forma também de compensar uma região, que apesar do crescimento, ainda é pobre e afetada por uma grande quantidade de unidades prisionais. Uma compensação a altura que o oeste paulista merece, fomentando a economia e atraindo investimentos, afugentados por presídios, pelo histórico conflito fundiário e desestimulado por impostos mais baratos de estados vizinhos. Ao admitir essa possibilidade de adotar um ICMS diferenciado para a região de Prudente, o governador Geraldo Alckmin, mesmo que tarde, mostra maturidade e conhecimento político do Estado, procurando atender um anseio histórico que entrava o desenvolvimento desta parte de São Paulo. Há anos no comando do governo, ele já percebeu que essa é a principal saída para a região. Agora, é esperar, primeiramente, que haja um ICMS diferenciado para os frigoríficos, e depois, para outros setores industriais, protegendo nossas empresas, compensando uma região já tão sofrida por inúmeros problemas e proporcionando, principalmente, desenvolvimento econômico, e consequentemente, melhoria da qualidade de vida da população regional.

Fonte: Jornal Oeste Notícia 

Observação - Erro de evolução: Tucano vira Urubu

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