quinta-feira, 21 de julho de 2011

Caiuá? Será? Que até tu Brutus: “Parasitas no poder”

O Jornal Oeste Notícias destaca no seu editorial desta data um tema inusitado (Parasitas no poder), sobre o Prefeito “Baixinho do PSDB!” Ainda bem que esse Baixinho é de Martinópolis:

"A Prefeitura de Martinópolis anunciou ontem a demissão de 20 funcionários que ocupavam cargos comissionados. A intenção do prefeito Waldemir Caetano de Souza, mais conhecido como Baixinho (PSDB), é enxugar a folha do município para regularizar o pagamento e evitar atrasos nos salários. Numa atitude impulsiva, o chefe do Executivo resolveu tomar a providência em meio a manifestação do Sindicato dos Servidores Municipais, que cobrava a quitação dos vencimentos dos trabalhadores em dia. Prometeu as demissões num dia e as oficializou no outro. De forma veemente e incisiva, o prefeito tomou a atitude para evitar que os pagamentos sejam atrasados todos os meses, como vêm ocorrendo na cidade já há algum tempo. A alegação é que administrações anteriores deixaram muitas dívidas, e por isso, parte do orçamento fica comprometida com a regularização dos débitos. "Cortar na própria carne" poderia não ter sido a melhor solução para o prefeito martinopolense, mas foi a alternativa encontrada por ele para sanar o problema. Demitir funcionários, em qualquer setor, seja no público ou privado, nem sempre é a melhor solução para se resolver problemas financeiros, mas é a medida adotada por muitos gestores. A providência tomada em Martinópolis põe em discussão um problema enfrentado por todas as prefeituras da região e que é uma verdadeira desgraça na administração pública: a farra do empreguismo. Para alocar afilhados políticos e agradar eleitores que ajudaram no pleito, muitos prefeitos acabam transformando seus municípios em verdadeiros cabides de emprego. Essa troca de favor (um emprego por apoio político) é um mal que já deveria ter sido expurgado há muito tempo das gestões municipais. O mínimo que se espera de um bom gestor público é que ele administre a cidade e não a transforme numa máquina empregatícia para beneficiar "meia dúzia" de parasitas que vivem às custas do povo. O prefeito é eleito para administrar bem sua cidade. O prefeito é eleito para gerir os recursos públicos e manter (ou elevar) a qualidade de vida da sua população. O prefeito é eleito para zelar pelo bem público e fazer com que todas as áreas atendam às necessidades dos munícipes. Nenhum prefeito é eleito para conseguir emprego pra ninguém. Basta um mínimo de bom senso para estabelecer que todos os cargos da prefeitura (com exceção de poucos) deveriam ser escolhidos por concurso público. É a forma mais justa, coerente e honesta. Se alguém deseja estar empregado que estude, que faça um curso técnico, que curse uma faculdade, que preste um concurso, que bata à porta da iniciativa privada. Por isso os orçamentos municipais são tão apertados e muito reclama-se da falta de dinheiro para as prefeituras. É porque a maior parte da verba já está comprometida com o funcionalismo público de favor. Porque boa parte dos recursos está destinada a sustentar gente que vive "de favor" de prefeito, vice e vereadores, alocados nas máquinas municipais em razão de conchavos políticos e articulações escusas e sem qualquer parâmetro de moralidade. Não só Martinópolis, mas todos os municípios, precisam avaliar quem realmente trabalha e quem está empregado apenas para favorecer terceiros. Se houver excessos, o prefeito deve sim enxugar a folha e deixar apenas quem, de fato, está comprometido com as tarefas públicas, afinal, a população não é obrigada a amparar servidor público que vive escorado nas paredes do poder. Dessa forma, não vai apenas sobrar dinheiro para efetuar os pagamentos em dia, mas destinará mais verba para a quitação de dívidas, para honrar os compromissos com fornecedores e dar a devida atenção as áreas que afetam realmente e diretamente as vidas das pessoas."




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