A as escadarias da porta da Santa Casa de Presidente Venceslau virou um palco de lamentações. É difícil se passar por ali para não se deparar com um morador do município de Caiuá reclamando que está esperando uma ambulância á horas e esta não aparece.
Sabe-se que a falta de transporte na área de saúde para o pessoal das áreas rurais tem um apoio somente no curso da semana quando há rodízios de veículos para deslocamento das pessoas que estariam realizando exames e sob algum tratamento nas cidades próximas, como é o caso de Dracena.
Nesse ínterim muitos pacientes ainda fazem muitos exames através do Centro de Diagnósticos da Santa Casa de Presidente Venceslau recentemente inaugurado e usufruem do transporte municipal.
O drama está nos finais de semanas e feriados. Caiuá por ter uma comunidade rural enorme, nos finais de semana conta com apenas um veículo para atender todos os assentamentos.
Um cidadão conta que ficar doente no município há de se conviver com três torturas: a doença, a falta de transporte e a humilhação de estar ligando para encontar uma ambulância.
Já um paciente que não quis se identificar alegou que estava na porta a Santa Casa a várias horas e não sabia do destino da ambulância, que o havia prestado socorro. Como são vários casos, ainda há uma distância enorme entre a cidade e os assentamentos, agravada com a falta de veículos o paciente fica a mercê da sorte para ser atendido no retorno, ou no socorro.
Esse paciente revoltado alegou que não sabia como o poder público municipal, alegava tanto gastos com a saúde além da mesma estar em boas condições, pois ele estava sentido na pele tal situação diante da tamanha deficiência de veículos para transporte sem contar o descaso público.
Alegou ainda que seu vizinho teve que se socorrer através de amigos que emprestaram o carro, já que quando ligam nos postos de ambulâncias nunca encontram ninguém para falar, o telefone toca até cair e só um posto chamado agrovila 3 funciona, mas é uma loteria para encontrar o motorista no local que termina sendo ele que também se torna o atendente do local.
O mesmo não poupou adjetivos para reclamar do péssimo serviço público na área de saúde que vem sendo disponibilizado ao povo e, através do qual, a comunidade vem sofrendo na zona rural de Caiuá.
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