Foi anunciando pela mídia prudentina: Faltas de médicos que prejudicam crianças deficientes em PP e que governador nem imagina o que se ocorre na região.
Pacientes precisam viajar mais de
400km para conseguir atendimento
de profissional geneticista
Ser especial não é ser diferente, mas o que poucas pessoas sabem é que muitas famílias encontram dificuldades para descobrir se seus filhos precisam de um tratamento clínico diferenciado por conta de alguma disfunção genética. Para isso, é fundamental o diagnóstico de um médico geneticista, profissional raro em todo Brasil. Em Presidente Prudente não é diferente. O último especialista que atuou na cidade diagnosticando síndromes existentes em seus pacientes foi o dr. Caio César Benetti Filho, que desde 2007 parou de atender no município e hoje atende em Botucatu. Desde então, ainda não se conseguiu outro profissional da área para atender os prudentinos. Com a falta do médico geneticista, algumas famílias viajam até 480 quilômetros para conseguir uma consulta – as cidades mais próximas de Prudente onde pode ser encontrado um médico geneticista são São José do Rio Preto, Bauru, Botucatu ou em São Paulo. Porém, nem todos têm condições de pagar as despesas das viagens e acabam ficando sem o atendimento necessário do especialista. Célia Regina dos Santos Nascimento e José Ricardo do Nascimento têm uma filha de 12 anos, com síndrome de X frágil, mas que há dois anos não é consultada por um geneticista. "Não temos condições de pagar uma viagem a cada dois, três meses para ir até o especialista. Fica muito difícil sem esse médico aqui em Prudente", disse Célia Regina. De acordo com ela, os sintomas de que sua filha era especial surgiram aos dois meses de idade, mas a síndrome foi descoberta apenas há quatro anos com a ajuda do dr. Caio Benetti. "O doutor Caio nos ajudou bastante no período em que ele atendeu em Prudente. Graças a ele, sabemos as dificuldades que minha filha tem. Mas desde que se mudou não conseguimos marcar uma consulta no SUS [Sistema Único de Saúde]. São dois anos sem consultar um geneticista. Isso é muito frustrante para uma mãe que apenas busca dar um tratamento adequado para seu filho". Para sua menina sem um acompanhamento, José Ricardo disse que sua filha frequenta um neuropediatra, mas não é a melhor solução. "Nossa preocupação é saber se minha filha vai ter um tratamento adequado até quando ela precisar. Tenho medo de que esse acompanhamento pare no meio do desenvolvimento do corpo dela que vai até os 20 anos de idade", comentou. Alessandra Pereira Caetano de Sousa, 36, mãe de um garoto de 9 anos de idade, enfrenta uma situação pior do que a de Célia. Sem condições de pagar uma viagem para consultar seu filho com um geneticista, ela está há três anos na fila de espera para conseguir uma consulta no SUS. "Meu filho mostrou que tinha algumas dificuldades quando estava na primeira série. De lá pra cá, tento uma consulta para que possamos ter um diagnóstico da síndrome dele, mas não consigo. Ele já está na quarta série e não sabe ler e nem escrever direito. A falta de um diagnóstico poderá afetar os estudos do meu filho", reclamou. Desesperada por não ter condições financeiras de pagar uma viagem para consultar seu filho, ela comenta que todos os dias enfrenta uma luta para não perder a esperança. "Tenho medo de que a ficha do meu filho se perca entre tantas que existem na fila de espera do SUS. Pensando no pior, estou organizando com outra mãe uma visita no Ministério Público para conseguir através da Justiça uma consulta que possa diagnosticar a síndrome do meu filho. Hoje, sei que ele tem deficit de atenção, mas necessitamos passar por um médico geneticista", disse. Joelma Martins de Araújo, 33, professora, também faz parte do quadro de mães que têm filhos especiais e necessitam do acompanhamento de um médico geneticista. Assalariada como a maioria dos brasileiros, ela conta que gasta em média R$ 550 para levar o filho de 3 anos de idade para a cidade de Botucatu, onde consulta com o dr. Caio Benetti. "Tenho um filho com uma síndrome rara. A cada dois meses vou a Botucatu de carro e gasto muito dinheiro. Para uma pessoa assalariada gastar de R$ 500 a 600 a cada viagem para conseguir uma consulta é muito caro", aponta. Segundo ela, sempre viaja com consultas marcadas, mas se for de ônibus não dá certo. "Gasto esse monte de dinheiro porque se for para viajar de ônibus os horários não batem e meu filho pode perder a consulta. Com isso, acaba gastando muito com gasolina, alimentação, entre outras coisas", explicou. E completou: "Quando saio de uma consulta já marco o retorno. A partir daí, sei que vou precisar economizar dinheiro nos próximos dois meses para poder voltar". Joelma comenta que a defasagem do médico geneticista afeta todo Brasil, mas é preciso ter um especialista deste em Presidente Prudente. "Não importa o grau da síndrome. Essas crianças precisam de um acompanhamento. Além da viagem, gasto cerca de R$ 300 quinzenalmente com farmácias. Medicamento de alto custo só consegue quando entra na Justiça", destacou o Jornal Oeste Notícias.
realmente muito mal MI GOVERNADOR, pela segunda vez exercendo o mandato e simplesmente paasando por cima(1º turmo) do companhero mercadante. Realmente o povo de São Paulo adora o pt.
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